A preparação dos municípios para garantir a segurança alimentar em momentos de tragédias climáticas foi tema de um encontro que reuniu o governo, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) nesta quinta-feira (23). O II Seminário da Estratégia Alimenta Cidades Rio Grande do Sul. A ideia é conhecer as experiências e adotar estratégias que permitam a manutenção do abastecimento em períodos extremos.
A diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Patrícia Gentil, salientou que as enchentes de 2024 destruíram os sistemas alimentares de muitos municípios, que perderam regiões de produção, estradas para escoamento e locais para comercialização.
No evento também foi apresentado um levantamento, feito com os 18 municípios mais afetados pelas cheias, que mostrou que apenas quatro têm planos que integram a agenda de segurança alimentar e nutricional à da mudança do clima. Além disso, apenas metade deles têm orçamento para políticas climáticas e só um terço tem planos de mitigação ou adaptação climática. “A ideia é discutir as fortalezas e as dificuldades de cada município dentro da agenda da segurança alimentar relacionadas à mudança do clima, e pensar o futuro, as rotas de implementação da estratégia Alimenta Cidades no RS”, afirmou a coordenadora institucional do projeto pelo HCPA e pela UFRGS, Raquel Canuto.
Na abertura, o diretor-presidente do HCPA, Brasil Silva Neto, afirmou que como hospital acadêmico o HCPA precisa abrir espaços para iniciativas que conversem com as três esferas de governo. “Durante a enchente nós saímos dos nossos muros para ir aos abrigos e auxiliar no atendimento das pessoas. Este é outro momento em que o hospital pode colaborar ", disse, lembrando que o HCPA participa de várias políticas públicas relacionadas à alimentação.



















