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Uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Câncer e Neurobiologia do Centro de Pesquisa Experimental do Hospital de Clínicas e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), junto com Instituto do Câncer Infantil (ICI) e colaboradores canadenses do Hospital for Sick Children e University of Toronto, no Canadá, divulgaram nesta semana estudo que pode trazer avanços para a compreensão e tratamento do principal tipo de tumor maligno cerebral que aflige crianças.

O câncer é a principal causa de morte por doença em crianças, e os tumores cerebrais são os maiores responsáveis pela mortalidade por tumores da infância. O principal tipo de tumor cerebral maligno da infância é chamado meduloblastoma. Essa equipe de pesquisadores foi a primeira a propor, em estudos anteriores, que proteínas conhecidas como neurotrofinas, que contribuem para o desenvolvimento, sobrevivência e plasticidade dos neurônios no cérebro, podem também contribuir para o desenvolvimento de meduloblastoma. A inibição, com fármacos experimentais, da ação de neurotrofinas, em células de meduloblastoma cultivadas em laboratório, ou em camundongos com meduloblastoma, foi eficaz em reduzir o crescimento dos tumores.

No artigo de revisão sobre o papel de neurotrofinas em meduloblastoma divulgado nesta semana no periódico científico Cancers (link), os pesquisadores também mostram os resultados de análises até então inéditas da expressão de genes em coleções de amostras de mais de 900 tumores de pacientes.

Com informações da Comunicação da UFRGS.