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As cartinhas do jogo Uno espalhadas na cama do quarto no 10º andar do Hospital de Clínicas ajudam a aliviar a
rotina. Junto com os balões coloridos, são uma ilustração real da história de Rafaely Vitória: uma menina linda que ganhou uma segunda chance de vida após três dias ECMO, uma aparelhagem que funciona fazendo o trabalho dos pulmões.

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Se voltarmos alguns dias no tempo, não encontramos espaço para a leveza de uma brincadeira. Vindos de Triunfo, Sandra Leão e o esposo Rafael acompanham em uma ambulância a filha que, já entubada por problemas respiratórios graves, é levada para Porto Alegre. Ao chegar no HCPA, após a equipe da UTI Pediátrica prestar o atendimento inicial, a mãe ouve que a única esperança para sua filha de 9 anos sobreviver é passar por Ecmo. Se aceitar, será a segunda criança na história do hospital a passar pelo tratamento, em que uma espécie de membrana tecnológica fora do corpo fornece oxigênio ao paciente enquanto os pulmões se recuperam.

Após o sim da família, dezenas de profissionais somam suas capacidades e conhecimentos para atender a criança. - Depois disso, qualquer sorriso que percebia no olhar dos médicos e enfermeiros já trazia uma luz, um alívio, comenta a mãe. O drama deu lugar à esperança: Rafaely reagiu bem e conseguiu se reestabelecer em poucos dias de Ecmo. Ao ter alta do CTI, quis passar batom antes de fazer uma foto com a professora Tais Sica da Rocha e a médica Amanda Nicoladeli, que a atenderam. “Todos da equipe foram incríveis, olharam além da paciente, cuidaram também de nós, como se fôssemos da família deles”, conta a mãe Sandra.

Agora, saudável, Rafaely, que carrega a vitória no nome, junto com a família, volta para casa em Triunfo. Quando a quarentena acabar, planeja uma festa. “Mas já dá pra pedir uma pizza pra comemorar” diz ela com um sorriso sapeca no olhar. “Ah! Diz pra eles (da equipe) que eu amo muito eles”, acrescenta a pequena ao fim da conversa.

A série Vida que segue:boas notícias além da covid-19 mostra ações positivas que acontecem no HCPA mesmo durante a pandemia. Hoje, você conheceu a história da Rafely, que encantou o time de médicos,enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e perfusionistas que a atenderam.